Temps  6 hores 18 minuts

Coordenades 2588

Data de pujada 9 / d’octubre / 2018

Data de realització de setembre 2018

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198 m
7 m
0
6,3
13
25,36 km

Vista 438 vegades, descarregada 28 vegades

a prop de Portela, Braga (Portugal)



A PURGA (física, emocional, ou outra que queiram escolher) PELA DOR é conhecida e utilizada em diferentes culturas. Resulta. E como resulta! Faz-nos sair do conhecido e testa-nos os limites. Por loucura, estupidez ou simples desafio pessoal arrisquei o Caminho Central Português em 7 etapas e sem treino ou preparação específica. Contando apenas com a experiência dos caminhos anteriores. 250km de terra batida, asfalto, paralelo, ervas, pó. Com frio e calor, com lesões pelo caminho, com 3 desistências em mente.


Fiz o Caminho sozinho e cruzei-me com peregrinos, bicigrinos, turigrinos e até girinos. Recuperei-me em fontes, em rios, em lagos. Até debaixo da ponte do rio Lima estive! Andei às 5h30 em bosques e florestas isolados e sombrios. Também ao sol, com 30°. Enfrentei medos e geri sub-etapa a sub-etapa, etapa a etapa. Aceitei elogios e incentivos. Ultrapassei insultos à minha missão e à minha necessidade de responder ao "E se?". Passei por pontes, igrejas, cafés, caminhos de cabras, galos, cavalos, nascer e pôr do sol. Encontrei companhia de viagem (obrigado André!) entre Labruja e Mós. De resto, sozinho. Focado nos pés, no edema, nas bolhas, nas botas que já me levaram 4 vezes a Santiago.


Com 6kg às costas a uma velocidade média de 4.5 a 5km/h já com paragens. Sem os luxos do costume, a mochila XPTO ficou em casa. Pedi a mochila do meu filho emprestada. A mais simples que pode existir. Sem símbolos de Santiago. Simples. Vi pessoas a peregrinar com mochilas, sem mochilas e até a chegar de táxi aos albergues. Questiono-me sobre os conceitos de peregrinação, pedestrianismo e turismo. Não me pareceu importante perder energia com isso.. Mantive o foco, o ritmo. Cozinhei, comi, lavei e sequei a roupa e segui. Até vi a preparação da receção a um novo pároco e uma desfolhada. Não sei ainda bem o impacto desta viagem. Só sei que cheguei. Está feito.


Agradeço às minhas botas que, até hoje, fizeram 800km até Santiago. Foi a sua última vez. Entram outras em ação. Que experiência! Terminada com a acústica e mantras únicos da Catedral e, a posteriori, com a alegria contagiante da Tuna de Direito da Universidade de Santiago. O Caminho de Santiago continua ainda a ser um Caminho de Humanidade.


Nota prévia:
PORTO a VALENÇA = "CAMINHO DE CABRAS" (Piso duro. Muito granito.)
VALENÇA a SANTIAGO = "ALCATIFA" (Piso muito mais regular. Os espanhóis estão a nivelá-lo tanto que qualquer dia vamos em passadeiras rolantes).



PORTO A SANTIAGO DE COMPOSTELA | 2018 | 7 ETAPAS | 250KM
Etapa 00. Sé do Porto à Igreja do Carvalhido (saída do centro da cidade)
Etapa 01. Porto - São Pedro de Rates
Etapa 02. São Pedro de Rates - Tamel
Etapa 03. Tamel - Ponte de Lima
Etapa 04. Ponte de Lima - Valença
Etapa 05. Valença - Redondela
Etapa 06. Redondela - Caldas de Reis
Etapa 07. Caldas de Reis - Santiago de Compostela


DADOS GPS
Distância: 26.05km
Hora de início: 06:23
Hora de chegada: 12:42
Tempo em andamento: 05:21
Tempo parado: 00:56:34
Média em andamento: 4,9 km/h
Média geral (com paragens): 4.1 km/h


NOTAS SOBRE A ETAPA
A etapa de Tamel a Ponte de Lima é bonita. No geral, passa por bastantes zonas rurais, sossegadas, com um piso relativamente fácil de caminhar. Alterna entre asfalto, pedras soltas, terra batida e paralelo.
Estranhamento, apesar de ser uma etapa curta, foi uma etapa que me custou bastante. Primeiro, ia com receio que a lesão (bolha) que tinha no calcanhar direito piorasse e me fizesse parar. Consegui manter o ritmo das etapas anteriores, embora tenha deliberadamente abrandado o ritmo. O que se vê na média da etapa, que baixou para 4.1km/h (já com paragens). Ainda assim, um ritmo alto. O sol e o calor não ajudaram e os últimos 8 km custaram-me.

Em Ponte de Lima, fui para debaixo do último arco da ponte medieval e ali estive a almoçar, com os pés em água fria, numa tentativa de acelerar a recuperação para o dia seguinte. Felizmente, aparentemente, a lesão não tinha piorado. Mas as dores estavam lá, principalmente como se sentisse as pedras do caminho em toda a zona plantar. Tal como na etapa anterior, o objetivo não estava em chegar a Santiago, mas sim chegar agora a Valença. A etapa seguinte seria das mais difíceis, que exigiria concentração, controlo emocional e gestão da dor. Para aguentar a Labruja e depois continuar para Valença (em zona mais descoberta e sujeito a levar com o sol e o calor) teria de iniciar a caminhada muito cedo. Caso contrário, o meu corpo não iria aguentar o calor e 38km, com a pior altimetria do Caminho Central Português.

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Saída do albergue às 06:23. Como não trouxe os tracks GPS, tive alguma dificuldade em encontrar as setas para sair de Tamel. Lá consegui.
Saímos da N204 e entramos na M549
Passamos pela Igreja da Nossa Senhora de Fátima, descemos uma escadaria que nos leva até a uma passagem de ferrovia e continuamos pela rua de São Tiago.
Percorrer a rua de São Tiago, à noite, não foi das tarefas mais interessantes. Algum nevoeiro, pouca luz, lugar isolado. O terreno não muito agradável, com muito piso de pedras soltas e também de algumas ruas em asfalto.
Continuamos até nos cruzarmos novamente com a M549 e caminhamos até à Agomaco - Comercial, SA.
Fazemos uma curva "apertada" junto à empresa Agomaco - Comercial, SA. Aproximamo-nos da Ponte das Tábuas.
Localidade de Ponte Aproximamo-nos da Ponte das Tábuas
Esta Ponte tem algo de especial, pois foi um oásis aquando da minha primeira viagem a Santiago, pelo Caminho Central. De bicicleta, com calor, a água fria soube muito bem! Aguiar / Balugães Esta ponte em cavalete que faz a travessia do rio Neiva, aparecia já documentada em 1135. Pelo nome, a construção original seria em madeira. A actual construção datará dos meados do século XVI. http://www.7maravilhas.maisbarcelos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=89&Itemid=26
Após a Ponte das Tábuas, continuamos por uma caminho de terra batida e pedras soltas, até à Quinta da Cancela. Aqui, viramos à direita e atravessamos a N308.
Após atravessarmos a N308, continuaremos a caminhar até nos cruzarmos com a rua 25 de Abril, onde temos um marco a indicar 180km para Santiago. Continuamos até à rua da Peneda. Nesta altura, andamos tipo "ziguezague" por entre várias ruas, até chegarmos à Igreja de São Martinho de Balugães, onde iniciamos uma descida "valente", virando à esquerda no final da rua. "Igreja Paroquial datada do século XII, construída ao gosto do românico." http://www.cm-barcelos.pt/visitar-barcelos/conheca/concelho
Entramos na rua do Cambado e saímos do distrito de Braga e entramos no distrito de Viana do Castelo. O particular desta rua é que temos, pelo menos, 2 bebedouros. Nenhum funciona! Segundo um local, nunca funcionaram. E eu sem água...! Entramos uns metros abaixo na zona florestal, logo abaixo da placa de informação do Caminho de Santiago.
Continuamos na rua do Cambado, até atravessarmos a N204. Temos uma capela do nosso lado direito, com placas a indicar "Barcelos 20km". O caminho aqui é particularmente bonito e silencioso. Pena fazer-se por asfalto. Pelo menos, não é tão agressivo como o paralelo!
Aproximação ao Albergue de Peregrinos Casa da Fernanda Mantemos o asfalto, o silêncio e a boa paisagem.
Chegamos ao Albergue de Peregrinos Casa da Fernanda. Temos agora como próximo ponto de referência o Estábulo Valinhas, que nos apresenta uma placa com as diferentes distâncias entre Sé do Porto e Santiago.
Passamos o Estábulo de Valinhas, com as suas indicações das distâncias à Sé do Porto e à Catedral de Santiago e continuaremos até à Igreja de Vitorino de Piães.
Chegamos ao cemitério de Piães, que antecede a Igreja
Após a Igreja de Vitorino de Piães, entramos na localidade Cresto.
No lugar de Cresto, encontramos umas "subidas jeitosas" que nos põem a arfar num instante. O piso também não é dos melhores, como se pode ver nas fotos.
Saindo de Cresto, chegamos a Portela, onde temos de cruzar a N204, para irmos para um caminho florestal.
Caminhamos até à M1259
Caminhamos até à M1259
Caminho Florestal Freguesia de Facha
Freguesia de Facha
Freguesia de Facha - Local de Arribão Aproximamo-nos de um local "Cantinho do Peregrino" que é um oásis!
Cantinho do Peregrino- uns metros após o cruzamento com a rua da Alegria. Local: Borgonha
Após o Cantinho do Peregrino e antes da N208
Rua do Caminho de Santiago
Placa "Ponte de Lima - 1Km" (Lugar de Barros) Verdadeiramente, para o albergue, faltam cerca de 3km!
"A igreja de Nossa Senhora da Guia teve origem na confraria com a mesma invocação, que integrava mercadores e clérigos, e que foi instituída na muito remota ermida de São Vicente Mártir, entre o final de Quinhentos e o início do século XVII. O crescimento da confraria conduziu a que, no segundo quartel de Seiscentos, os irmãos sentissem a necessidade de construir uma igreja mais ampla, facto ainda mais imperioso pela ruína que se apoderava da antiga ermida, motivada pela proximidade do rio. Foi assim que, com a aquisição, em 1628, à Misericórdia, do chão e das pedras pertencentes ao antigo Hospital dos Gafos, teve início a construção da igreja de Nossa Senhora da Guia. Cerca de um século mais tarde, em 1746, o templo foi objecto de nova campanha de obras, acrescentando-se então a galilé e a casa anexa. Ao nível das campanhas decorativas, é possível distinguir uma primeira fase de azulejaria de padrão seiscentista, outra de talha proto-barroco, e outra ainda de talha e trabalhos de estuque de influências neoclássicas. A igreja desenvolve-se numa planta longitudinal, com galilé, nave única e capela-mor, encontrando-se do lado direito a sacristia, a casa paroquial e a torre sineira, de planta quadrada. A galilé é aberta em três lados, por arcos de volta perfeita. No alçado principal, com pilastras nos cunhais, exibe ainda uma janela oval e é rematado por nicho central com a imagem de Nossa Senhora da Guia, enquadrada por volutas e fogaréus. O portal, de verga recta, com pilastras e fogaréus, é ladeado por duas janelas. O interior contrasta vivamente com a depuração do exterior, conjugando a qualidade reflectora do azulejo com a talha dourada e os trabalhos de estuque. A nave e a capela-mor são percorridas por um silhar de azulejos de padrão polícromo, identificado por Santos Simões, no âmbito do corpus da azulejaria portuguesa como o P-605, limitado pelo friso F-6 (SIMÕES, 1971, p. 21). A talha proto-barroca extravasa já o âmbito dos retábulos, estendendo-se, ainda que de modo relativamente contido, às sanefas sobre as janelas de iluminação do templo e ao arco triunfal. Na nave, para além dos dois altares, coexistem ainda dois púlpitos e o coro-alto. Por sua vez, a capela-mor, coberta por abóbada de caixotões pintados, exibe também retábulo de talha dourada." http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74694
(2009) "No dia em que Ponte de Lima revive a secular tradição da Vaca das Cordas, a câmara municipal inaugura, em ambas as margens do rio Lima, mesmo em frente à vila, um conjunto escultórico, evocativo da lenda do rio Lethes, rio do Esquecimento. As estátuas, com assinatura dos artistas plásticos Salvador Viera e Mário Rocha, pretendem perpetuar a passagem do general romano Decius Junius Brutus, e das suas tropas, por Ponte de Lima, no ano 135 a.C. O episódio chegou aos nossos dias pelas palavras, por exemplo, de Almada Negreiros: "Comandadas por Decius Junius Brutus, as hostes romanas atingiram a margem esquerda do Lima no ano 135 a.C. A beleza do lugar as fez julgarem-se perante o lendário rio Lethes, que apagava todas as lembranças da memória de quem o atravessasse. Os soldados negaram-se a atravessá-lo. Então, o comandante passou e, da outra margem, chamou a cada soldado pelo seu nome. Assim lhes provou não ser esse o rio do Esquecimento." O monumento que reproduz a figura do comandante romano vai ficar instalado na margem direita do Lima,e o dos soldados no areal da margem esquerda. Ambos são em ferro e granito, e maiores do que o tamanho real." https://www.publico.pt/2009/06/10/jornal/monumento-em-ponte-de-lima-evoca-lenda-do-lethes-309578
Torre da Cadeia Velha "Classificadas como Imóveis de Interesse Público, assim como o pano de muralha que as une, a Torre da Cadeia Velha e a Torre de S. Paulo (que também já teve o nome de Torre da Expectação e de Torre do Postigo) são os testemunhos mais notórios do que resta da velha muralha de Ponte de Lima, a qual, para além da estrutura amuralhada, era composta por torres e portas, conjunto edificado no reinado de D. Pedro I, no século XIV. Conforme a epígrafe que documenta a obra, escrita em letra gótica, colocada em destaque junto à Igreja de Santo António da Torre Velha, onde outrora se erguia a Torre Velha, a britagem da pedra começou a 8 de março e o seu assentamento foi iniciado a 6 de julho de 1359. A Torre da Cadeia Velha, adaptada a prisão no século XVI (D. Manuel I), alberga atualmente a Loja de Turismo e acolhe exposições temporárias. O visitante mais atento, num passeio pelo casco histórico, não deixará de encontrar vestígios das torres e das muralhas e as marcas respetivas, colocadas no pavimento, a evocar a estrutura monumental desaparecida." http://www.visitepontedelima.pt/pt/turismo/torre-da-cadeia-velha-e-torre-s-paulo/
Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima "Desde a Idade Média que a vila de Ponte de Lima albergava no espaço intra-muros organismos de assistência, albergarias e hospitais que socorriam sobretudo os peregrinos dos caminhos compostelanos. No entanto, os anos finais do século XV viam chegar a Portugal uma nova forma de assistência, as irmandades de Misericórdia, numa época em que o auxílio social era considerado "como uma virtude cristã e como uma manifestação da misericórdia de Deus" (GRAÇA, Luís, GRAÇA, Joana, 2002). Assim, depois da fundação da Misericórdia de Lisboa em 1498, D. Manuel I iria incentivar o alargamento deste novo organismo a todo o território português. Em Ponte de Lima a Irmandade da Misericórdia foi fundada em 1530, passando a partir de então a "polarizar e coordenar a actividade assistencial" na vila (REIS, A. Matos, 1997, p. 26). Em 1551 eram anexados aos bens da confraria o Hospital dos Gafos e o Hospital da Praça, o único intramuros. Desde logo, este último espaço passou a servir como sede da Misericórdia. Situado junto às muralhas, o hospital possuía na época uma única enfermaria e uma pequena capela, que funcionava no primeiro andar daquele. A primeira obra dos irmãos da Misericórdia naquele espaço foi mudar a capela de localização e ampliá-la, numa obra terminada em 1553 (Idem, ibidem, p. 27), embora actualmente não existam quaisquer vestígios desta reforma. No início do século XVII a capela da irmandade ainda mantinha a estrutura quinhentista de planta rectangular, mas cerca de 1629 o provedor Diogo Ferraz propôs à Misericórdia fazer uma nova capela-mor, a expensas próprias (Idem, ibidem, p. 52). A Mesa aceitou o pedido, e o projecto foi encomendado por Diogo Ferraz e sua mulher Mécia Pereira a um artista desconhecido, possivelmente mestre de uma oficina local. No ano seguinte iniciaram-se as obras, no espaço da antiga capela-mor. Desta grande obra resultou um templo de planta transversal de modelo maneirista, que segue o esquema das igrejas de Misericórdia seiscentistas da região, embora a sua implantação seja a menos comum do distrito. O conjunto, composto pelos volumes da nave e da capela-mor, apresenta a fachada precedida por um pátio onde foram edificados perpendicularmente à nave o antigo hospital e actual Consistório, um grande edifício com estrutura porticada no primeiro piso e loggia toscana no segundo, situado do lado esquerdo e construído entre 1648 e 1651, e a sacristia, no espaço fronteiro. O portal principal, edificado possivelmente na primeira metade do século XVII (Idem, ibidem, p. 53), exibe uma moldura rectangular ladeada por duas colunas toscanas assentes sobre plintos. Sobre a arquitrave foi executado um relevo com a representação da Mater Omnium, enquadrado também por duas colunas toscanas. O portal é flanqueado por duas figuras assentes em mísulas, à esquerda São Roque, à direita Santo Aleixo. O espaço interior, de nave única, é coberto por abóbada de madeira dividida em vários tramos com falsas ogivas de gosto manuelino revivalista, pintadas com motivos de brutesco polícromos, igual à abóbada da Matriz de Ponte da Barca. No programa decorativo do espaço interior destacam-se ainda o retábulo-mor de talha dourada, "uma das mais perfeitas obras do género", executado cerca de 1742 por Miguel Coelho, considerado um dos melhores mestres entalhadores da época (Idem, ibidem, pp. 64-68) e uma representação da Virgem da Misericórdia em madeira, colocada sob o coro, possivelmente talhada para um antigo retábulo do século XVI. " http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74702
"O ex-libris de Ponte de Lima, que conjuntamente com o rio que banha a vila, deu o nome à localidade, é a sua ponte. Na realidade, é um conjunto formado por duas pontes: um troço medieval, de maior dimensão, que tem início na margem esquerda e se estende até à Igreja de Santo António da Torre Velha e a passa ainda em dois arcos. Depois, o troço que resta da ponte romana. São apenas cinco arcos a partir do grande arco que está em leito seco. Se descer verá também os alicerces da Torre Velha, talvez a primeira do sistema defensivo medieval. A ponte romana data provavelmente do século I, uma vez que foi nessa época que se procedeu à abertura do trajeto de uma das vias militares do antigo "Conventus Bracaraugustanus", que ligava Braga a Astorga, neste caso a Via XIX, mandada abrir pelo Imperador Augusto. No que respeita à parte medieval, pese embora se possa recuar no tempo, pelo menos até aos reinados de D. Pedro I e de D. Fernando, por ligação direta à construção das muralhas e das torres que fortificavam a vila, obra terminada em 1370, ou até de D. Dinis, tendo em conta documentação que refere uma ponte, que também poderia, por aquela altura, ser de madeira, sabemos da sua existência no reinado de D. Manuel I, mais precisamente em 1504, por este monarca ter mandado fazer novo calcetamento e colocar merlões para decoração da ponte, pois já não se justificavam como opção defensiva e militar." http://www.visitepontedelima.pt/pt/turismo/ponte-romana-e-ponte-medieval/
Igreja Santo António da Torre Velha e Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima

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