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1.282 m
919 m
0
7,4
15
29,7 km

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a prop de Capela do Saco, Minas Gerais (Brazil)

- Capela do Saco -
Levantamos as 6h, arrumamos a mochila e fomos tomar o café da manhã na casa da Fatinha(dona do apartamento). A casa fica ao lado do apartamento. Ela foi muito gentil e nos ofereceu 4 laranjas para a viagem. Peguei minhas 2 e Joaquim esqueceu as deles. Motivo: papo vai...papo vem... Sabem como é o Joaquim...😄

- Na estrada -
Começamos a caminhada por volta das 7h. Trajeto tranquilo com sobe\desce normal das estradas de Minas. A partir do km 20 iniciamos a subida da serra para chegar em Carrancas. A estrada foi fazendo um vai-e-vem que facilita a subida. 4,4km de subida. A medida que avançamos a água ia minguando...até que encontramos uma mina🙏. Terreno cercado com mais de 6 tiras de arame farpado. Joaquim, com seus 75 anos biológicos e 15 fisicamente, escalou uma arvore junto a cerca e reabasteceu nossas garrafas. Ao virar a próxima curva nos deparamos com a mesma água correndo livremente sem nenhuma cerca entre nós😄. Joaquim matou a saudade de beber água na mão, como faz em casa, na sua Serra da Criança. Abastecidos de água, tiramos umas fotos maneiras e viramos a serra(1.282m de altitude). A partir daí só descida até Carrancas, onde chegamos as 14h. Sol a pino😓...

- Carrancas -
Nos dirigimos ao Centro de Atendimento ao Turista, que ficava debaixo do coreto, na praça da cidade. Era domingo, porém a moça do atendimento estava voltando do almoço e carimbou nossos passaportes. Ela foi bem gentil e nos passou varias informações sobre a cidade. A principal era sobre como retirar algum dinheiro pois o ultimo banco Santander tinha sido em São João del Rei e eu esqueci de fazer retirada😒.
Estávamos somente com 50 reais para as despesas: hospedagem, alimentação e hospedagem do dia seguinte, na fazenda Traituba, que só aceitava dinheiro😟. Para Carrancas tudo bem pois podíamos usar o cartão, mas para o pernoite em Traituba não dava.
Segundo informações no site da Estrada Real, o trecho Carrancas - Cruzilia precisava de um pernoite no vilarejo Vista Alegre, próximo a fazenda Traituba. Esse pernoite devia ser agendado na Pousada Carrancas. Fomos procurar a Pousada Carrancas e para nossa desgraça a mesma estava fechada. O dono tinha viajado e "deveria voltar na segunda". Ou seja, não tínhamos como fazer a reserva para o pernoite...

Resolvemos procurar uma pousada e encontramos a Pousada da Mica, bem no centro, num calçadão, mas que alguns carros não respeitavam. Ao entrar notei uma mesa com sujeira de comida e ela justificou que era de uma festa de aniversário da noite anterior. Nada justificava ainda estar suja, mas como estávamos cansados, preocupados com o pernoite do dia seguinte, e ela aceitava cartão, resolvemos ficar. Péssima decisão... O quarto não tinha uma unica tomada, muito apertado. Como o Joaquim dizia: pra um entrar o outro tem que sair😂...sem contar com nossas mochilas...Banheiro sem comentários, me recuso a lembrar de como era...Enfim, tomamos um banho e voltamos ao CAT.
Segundo a moça do CAT, o Santander mais próximo era em Lavras. Teríamos que permanecer mais 1 dia em Carrancas. Na segunda, eu teria que pegar o ônibus para Lavras bem cedo e dar sorte de conseguir sacar antes das 11:30h, quando o ônibus retornava. A coisa estava ficando complicada. Tínhamos que tomar uma decisão🤔.
Ficar mais um dia em Carrancas, ir a Lavras retirar dinheiro e aguardar a volta do dono da pousada Carrancas, ou encarar os 66 km até Cruzilia. A moça do CAT sugeriu que levantássemos mais cedo, por volta das 5h para tentar compensar a distância. De imediato Joaquim disse que ele aguentava, que ele chegava. Argumentei que o máximo que tinha andado em um dia era 38 a 40 km. No primeiro dia de nossa caminhada, trecho Ouro Preto - Cachoeira do Campo, fizemos 38 km e foi bem puxado. Joaquim voltou a bater no peito, que ele chegava💪... Pra dizer a verdade, a mim não desagradava esse desafio e também porque estávamos um pouco sem opção.. Decisão tomada fomos comprar o lanche da caminhada. Saímos do coreto entramos na padaria em volta da praça. Joaquim viu uma rosca e sugeriu comprá-la pois iria nos reforçar mais que o pão com queijo nosso de cada dia... Boa ideia! Depois paramos na praça onde conhecemos o Seu José, que estava sentado em frente a sua casa fumado um cigarro de palha pois o médico tinha proibido os demais. A Igreja também ficava na praça e ele nos contou que o vigário da cidade tinha morrido a poucos meses com 83 anos, 63 deles como padre de Carrancas. O corpo estava enterrado dentro da Igreja. Fomos conhecer. Despedimos do Seu José e saímos para comer algo. Novamente algo inusitado. Tinha uma lanchonete próxima a pousada e resolvemos fazer nosso lanche ali para voltar logo e descansar para a empreitada do dia seguinte. A lanchonete era nova e o proprietário parecia ter acabado de voltar de Woodstock, porém ainda sob efeito de tudo que usou por lá🤣🤣🤣 Brincadeira à parte ele foi muito legal com a gente. Pediu pra tirar fotos para publicar no seu site e também rolou uma espécie de entrevista onde Joaquim passou nossa ficha completa 😂😂😂 Comemos um sanduba vegetariano. Quando fui pagar ele deu sinal para não cobrar. Era um brinde do estabelecimento aos dois peregrinos da Estrada Real. Mais uma seção de fotos para o site deles (Trem Bão de Minas) e voltamos a pousada para descansar e dormir(se possível). Combinamos levantar as 5h da manhã. Joaquim disse que sem problemas pois ele sempre acordava a partir da 2h. Como o quarto não dispunha de tomadas, desliguei o celular e o relógio da Garmin, para economizar bateria para a jornada seguinte. Joaquim notou que o colchão dele tinha um desnível😩... Mas tranquilo, não dava para cair da cama pois o corredor entre as camas era tão estreito que não permitia😂. Adormecemos nós... e acordaram as pulgas. Boa noite!

Comentaris

    Si vols, pots o aquesta ruta.