Temps  7 hores 42 minuts

Coordenades 2234

Data de pujada 2 / de febrer / 2019

Data de realització de febrer 2019

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  • informació

     
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497 m
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21,07 km

Vista 146 vegades, descarregada 11 vegades

a prop de Cerrado, Porto (Portugal)

- Percurso circular, sem marcações, com início e fim junto da Igreja de Santa Marinha, na aldeia de Figueira e que cruza, pontualmente, o PR1 PNF;
- Passagem pelos passadiços e conjunto de Moinhos do Museu da Broa, ao longo do Ribeiro da Trunqueira, caminhos agrícolas, levadas e regadios, penedos e carreiros de pastorícia, Cruz da Gesteira, caminho da Cidade Morta, Centro Interpretativo e Castro do Monte Mozinho, Penedo de Lagides, Penedos "As Eiras" ou Calçada dos Gigantes, Penedo Mira Leste, Penedo a Proa, Penedo o Mastro, Penedo Esplanada do Castelo e conjunto de Moinhos de Figueira;
- Este percurso não apresenta grande dificuldade, no entanto deve-se ter em conta que do Museu da Broa até ao Castro do Monte Mozinho é sempre a subir e deste até à aldeia de Figueira (fim) será sempre a descer;
- De uma forma geral, é um percurso muito agradável e interessante, do ponto de vista histórico e etnográfico, que pode ser feito em qualquer altura do ano, pois tem muita sombra. Apenas se ressalva como fator negativo o facto de toda esta região estar sobrelotada de eucaliptos!!!

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- LENDA DA FIGUEIRA
A Lenda de Figueira Conta a história dum velho sábio que aqui vivia com as suas filhas, um dia enquanto brincavam no alto do Monte Mózinho, uma das crianças foi aprisionada por uma serpente medonha que vivia numa enorme Figueira que em tempos aí existiria. A outra menina que presenciara a cena correu a chamar ajuda. Assim que soube da notícia, o velho sábio correu monte acima mas como não havia força que pudesse derrotar a serpente teve de recorrer às suas porções mágicas para resolver o problema. Por isso, o velho propôs o seguinte acordo à serpente, a criatura deveria libertar a filha em troca da sua liberdade daquele local em que a própria serpente estava aprisionada. A serpente aceitou e o velho fez uma poção mágica com as Figueiras da terra que a libertaram do seu cárcere no alto do monte. Assim que se viu livre, a serpente tentou comer o velho sábio, mas logo aí percebeu que havia sido enganada e que a poção que tomara, além de a libertar da sua maldição, também a encolhera, impedindo-a à condição de predadora de ratazanas. Desde essa época longínqua que os habitantes daqui perderam o medo das cobras, pois estas apenas caçam os ratos que devoram as suas culturas e desde essa altura também, que surgiram nos nossos céus águias que patrulham a região para que nenhuma cobra cresça demasiado. É por isso: “Enquanto a Águia pairar por Figueira não haverá Cobra para assustar a Mondadeira, nem Rato para esvaziar a Eira”.
- MUSEU DA BROA: em Capela, freguesia do concelho de Penafiel, inserido numa paisagem rural deslumbrante, encontramos o Museu da Broa. Composto por seis moinhos recuperados e funcionais, o visitante é transportado até ao tempo em que estes constituíam um importante fator de sobrevivência. As mós trabalhavam noite e dia sem parar, produzindo a farinha que dava o sustento aos nossos antepassados: a broa. Em contacto puro com a natureza, enquanto aprecia o verde da paisagem, o património recuperado, a melodia da água por entre as pedras, o visitante poderá observar o Ciclo Tradicional da Broa em dez painéis, distribuídos pelos moinhos. Neles estão representadas as etapas que trazem a broa à nossa mesa: o trabalho árduo no campo, a alegria na eira, o movimento da moagem, a recompensa pelo esforço de preparação da fornada de broa. Os moinhos voltam a ganhar vida e o percurso deste ciclo traz-nos lembranças de um tempo que vale a pena (re)viver. O Museu da Broa constitui um espaço cultural, pedagógico, patrimonial e de lazer preservado para memória da nossa história coletiva.
- LEVADA: é a designação que se dá a um canal de irrigação ou aqueduto, que pode ser ladeado por um percurso pedestre. Também se chamam levadas aos canais, normalmente de menores dimensões, que levam a água para os moinhos de água.
- AÇUDE: um açude ou represa, é uma barreira artificial, feita em cursos de água para a retenção de grandes quantidades de água. A sua utilização é sobretudo para o abastecimento de água de zonas residenciais, agrícolas ou regularização de um caudal.
- CRUZ DA GESTEIRA: é um monumento construído, segundo a tradição, para marcar as léguas. A confirmá-lo, o Cruzeiro das Lampreias, situado na freguesia de Cabeça Santa, a exactos cinco quilómetros e meio da Cruz da Gesteira.
- VALE DO SOUSA: é uma sub-região que agrupa os municípios do vale do rio Sousa (Felgueiras, Paredes, Penafiel e Lousada), e mais dois concelhos (Paços de Ferreira e Castelo de Paiva). Administrativamente, o Vale do Sousa encontra-se fundido com o Baixo Tâmega, dando origem à actual sub-região do Tâmega e Sousa que inclui todos os concelhos anteriores excepto Paredes, que aderiu à Área Metropolitana do Porto. Todos os concelhos, excepto o concelho de Castelo de Paiva, se localizam no distrito do Porto.
- CASTRO DO MONTE MOZINHO: povoado de grandes dimensões, constitui um dos castros de maior renome do Noroeste Peninsular, terá sido fundado nos finais do século I antes de Cristo, já num ambiente de progressiva romanização. O sítio seria depois ocupado, com diferentes ritmos construtivos, durante todo o período do domínio romano, até aos finais do século IV. Situado nas freguesias de Oldrões e Galegos, concelho de Penafiel, é um povoado fortificado de altura que ocupa um cabeço destacado da serra, com 408 m de altitude. Desfrutando de amplos horizontes, que se estendem a Leste até a Serra do Marão e a Sul atingem o Montemuro, debruça-se sobre a depressão onde corre o rio Cavalum / ribeira da Camba, caminho natural que une o Norte do concelho ao rio Douro, modernamente percorrido pela estrada Penafiel - Entre-os-Rios. Povoado castrejo de época romana, fundado no século I d.C. mas com uma ampla cronologia de ocupação, que chega mesmo a atingir o século V, é fortificado com duas linhas de muralhas. O castro possui uma extensa área habitada, com cerca de 22 hectares, e apresenta diversas reformulações urbanísticas, sendo possível observar vários tipos de construção, desde núcleos de casas-pátio de tradição castreja, com compartimentos circulares e vestíbulo, às complexas habitações romanas de planta quadrada ou retangular. Na parte superior do castro destaca-se a muralha do século I, cuja entrada era flanqueada por dois torreões onde se encontravam duas estátuas de guerreiros galaicos, atualmente no Museu Municipal. O topo do castro é coroado pela acrópole, delimitada por um espesso muro e estéril em construções interiores. Aí se desenrolariam atividades várias, como jogos, assembleias, mercado, etc. As escavações no castro de Monte Mozinho tiveram início em 1943, retomadas em 1974, e desde então não mais pararam, podendo o espólio ser visto no Museu Municipal de Penafiel. Inaugurado em 2004, o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho constitui um núcleo museológico do Museu Municipal.
- ACRÓPOLE: é a parte da cidade construída nas partes mais altas do relevo da região. A posição tem tanto valor simbólico (elevar e enobrecer os valores humanos) como estratégico, pois dali podia ser melhor defendida. Aí se desenrolariam atividades várias, como jogos, assembleias, mercado, etc.
- LENDA DOS GIGANTES E SUA CALÇADA: conta a história de dois gigantes que vieram do Norte, num confronto épico que esculpiu a orografia no norte da Península Ibérica e que, no ocaso de uma batalha devastadora, encontraram o seu repouso eterno nesta encosta do Mozinho, sendo este o local onde floram, petrificados, os crânios daqueles gigantes gaélicos, que hoje nos servem de calçada monumental. Entretanto em tempos menos remotos este local foi utilizado pelas gentes de Figueira para secar os cereais, daí ser o local conhecido como “Eiras”.
- CONJUNTO DE MOINHOS DE FIGUEIRA: conjunto de vários moinhos em cascata que é sem dúvida um ex-libris de Figueira. As águas, servidas pelo Ribeiro de Pisão, são conduzidas pelas levadas aos moinhos, onde a a sua força motriz move a mó que transforma o cereal em farinha que por sua vez alimenta a população em forma de pão ou broa. Alguns dos moinhos estão abertos e como tal será possível observar o seu interior.
- ALDEIA DE FIGUEIRA: é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Penafiel, com 6,35 km² de área e 406 habitantes (2011). Foi extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das Freguesias de Lagares e Figueira. A aldeia de Figueira, tem origens ancestrais, existindo referências documentais a Villa Ficaria (Vila de Figueira) de 1085, anteriores portanto à fundação da Nacionalidade.

2 comentaris

  • Foto de Caminhantes

    Caminhantes 06/02/2019

    He fet aquesta ruta  veure detalls

    Bonito trilho por terras penafidelenses com destaque para o Castro Mozinho e Museu da Broa...
    Grande abraço!

  • Foto de João Marques Fernandes (CSM)

    João Marques Fernandes (CSM) 06/02/2019

    Foi uma surpresa muito agradável a descoberta deste trilho. Já conhecia o Castro Mozinho que é, sem dúvida, de visita obrigatória, assim como o Museu da Broa, pelo seu interesse etnográfico. Mas passar por esses locais, num percurso circular, com a oportunidade de ver mais uns quantos pontos de interesse, foi excelente! Sem dúvida um trilho para partilhar com amigos e interessados pela cultura, tradições e lendas regionais. Um grande abraço!

Si vols, pots o aquesta ruta.